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História

Em 5 de Dezembro de 1988, em reunião celebrada em Paris, os futuros accionistas: COMSA SA, de origem espanhola, A.DEHÉ, de origem francesa, VALDITERRA spa, de origem italiana e R.DELERUE, de origem portuguesa, decidem constituir a FERGRUPO, Construções e Técnicas Ferroviárias, S.A., assumindo o accionista português a função de coordenador responsável.

Em 15 de Março de 1989 têm lugar a escritura de constituição da Sociedade, onde o Conselho de Administração eleito confere ao seu Presidente, Eng.º R.Delerue, o cargo de Administrador Delegado da Sociedade, tornando-se o primeiro responsável da Empresa.

Paralelamente à constituição das infraestruturas técnicas e administrativas, a FERGRUPO desenvolve uma intensa actividade de divulgação da Sociedade, quer junto da CP – Caminhos de Ferro Portugueses, EP, quer junto dos Gabinetes dos Nós Ferroviários de Lisboa e Porto, quer ainda junto das grandes EP’s e Empresas privadas, com infraestruturas ferroviárias significativas nos seus complexos industriais.

Ainda durante este ciclo, realiza-se uma sistemática acção técnico-comercial, traduzida pela participação em concursos da especialidade e pela elaboração de estudos e propostas de execução de obras que atingem o montante de 60 milhões de Euros.

Em 3 de Fevereiro de 1990, tem lugar a assinatura do primeiro contrato entre a FERGRUPO e o antigo GNFL, referente à empreitada de “Construção do Terminal de Inversão dos Comboios em Sintra” pelo valor de 250.000 Euros, dando origem à definitiva concretização da estrutura de produção na Empresa, utilizando-se os primeiros equipamentos e ferramentas.

Em consequência de uma actividade técnico-comercial desenvolvida de modo cada vez mais preciso e mantida sem interrupção, novas adjudicações de diferentes obras se sucedem em curto prazo, celebrando-se contratos com a Cimpor, Rodofer, Siderurgia Nacional e CP. Contratos esses que, até Setembro de 1990, perfaziam uma carteira de encomendas superior a 1.500.000 Euros.

A necessária aquisição de mais sofisticados equipamentos e ferramentas especializadas, conduziu à integração na macroestrutura da FERGRUPO do sector de Conservação de Equipamentos, admitindo-se os recursos técnicos especializados necessários à perfeita execução desta importante tarefa.

Em 5 de Dezembro de 1990, na sequência de requerimento em tempo dirigido à CAEOPP, a FERGRUPO, face ao seu desempenho, obtém a elevação dos seus alvarás para a classe 5ª, o que lhe confere a capacidade de acorrer, pelos seus próprios meios, a obras até ao montante de 3.000.000 Euros.

O exercício de 1991 inicia-se, auspiciosamente, com a adjudicação ao consórcio liderado pela FERGRUPO da obra de maior prestigio lançada em concurso público pela CP, no termo do exercício anterior, ou seja a “Renovação do Troço Faro-Olhão” na Linha do Sul, a executar em 100 dias úteis e requerendo por isso a utilização do mais sofisticado equipamento. Esta obra viria a constituir experiência fundamental no domínio da formação técnica das estruturas de produção e técnicas, inclusive na conservação dos equipamentos.

Também em Abril de 1991, a FERGRUPO candidatou-se, em consórcio com a Siemens, junto da CP a um importante concurso de pré-qualificação numa área complementar à sua actividade principal, ou seja a do Fornecimento e Montagem de Catenária, o que representou para a Empresa o alargamento do âmbito da sua intervenção no domínio das infraestruturas ferroviárias.

Ao longo de todos estes anos a FERGRUPO, tem-se pautado em estar sempre presente nos grandes empreendimentos promovidos pelas principais Empresas Privadas e Empresas de Construção de Obras Públicas Nacionais, salientando-se o Metropolitano de Lisboa, a REFER, o Metro do Porto e as Administrações dos Portos de Lisboa e Sines.

Algumas das empreitadas realizadas pela FERGRUPO vieram modernizar, significativamente, a rede ferroviária nacional, referindo-se, a título de exemplo:

Linha da Beira Alta - Electrificação da Linha;

Ponte 25 de Abril - Construção da infraestrutura necessária à circulação ferroviária e ligação do Eixo Norte-Sul;

Linha do Minho - Duplicação e electrificação dos troços Ermesinde - S. Romão e S. Romão – Lousado; Reabilitação da superestrutura de via no troço Carvalha - Valença e alteamento das gares de Caminha e S. Pedro da Torre;

Linha de Guimarães – Construção de barra longa soldada do Pk 41.750 ao 40.513;

Linha do Douro - Reabilitação da superestrutura de via entre Marco de Canavezes e Régua; Reabilitação da superestrutura de via entre a Bifurcação do Corgo e Pinhão e conservação da superestrutura de via no troço Caíde - Marco;

Linha do Tua - Beneficiação da superestrutura ao km 46,700/54,100;

Linha do Corgo – Levantamento da via e reperfilamento da plataforma do Pk 1,200 ao Pk 25,190.

Linha do Tâmega - Levantamento da via e reperfilamento da plataforma do Pk 0,400 ao PK 12,853;

Linha do Norte - Modernização da Linha no troço Albergaria-dos-Doze - Alfarelos e Entroncamento - Albergaria-dos-Doze e conservação da superestrutura de via no troço Válega – Gaia;

Linha do Sul - Modernização das infraestruturas ferroviárias nos troços Funcheira - Santa Clara e Tunes – Faro; Electrificação do troço entre a Funcheira e Faro e execução da Variante de Alcácer (2ª Fase), via-férrea e instalações fixas de tracção eléctrica;
Ramal de Tomar – Construção de passagem desnivelada ao km 14+174 e construção da passagem superior de peões ao km 2,880;

Linha do Algarve - Construção de passagem inferior ao km 322,178 no troço Tunes – Lagos;

Linha do Vouga – Espinho/Sernada/Aveiro, Substituição de travessas madeira;

Linha de Leixões e Concordância de São Gemil - Regularização de Traçado;

Linha do Leste - Reabilitação da Linha do km 245,851 ao km 264,620.

A participação da FERGRUPO também é visível nas infraestruturas de modernização da Rede do Metropolitano de Lisboa, com a instalação de via nos troços Campo Grande – Ameixoeira e Campo Grande - Telheiras e respectivas ligações aos troços existentes, assim como a substituição de via balastrada por via betonada na maioria das estações existentes. Recentemente, importa referir a instalação de via nos troços Alameda II – S. Sebastião II e integração com a rede existente.

Mantendo, de igual modo, o desenvolvimento das infraestruturas de transporte ferroviário urbano, a FERGRUPO tem vindo a construir a rede do Metro do Porto, tendo concluído, por exemplo, troços que foram imprescindíveis no acesso aos estádios da cidade do Porto, onde se realizaram alguns dos jogos do Campeonato Europeu de Futebol - EURO 2004, e o prolongamento da Linha Amarela a Santo Ovídeo, incluindo a interface na Estação D. João II.

Em 1999, a FERGRUPO já tinha sido pioneira no seu sector ao ser reconhecida com a Certificação do Sistema da Qualidade adaptando igualmente em 2003 à norma NP EN ISO 9001:2000, fruto do interesse demonstrado pela FERGRUPO, tanto pela satisfação das expectativas dos Clientes, como da Sociedade em geral.

A 12 de Setembro de 2003, a FERGRUPO obteve, de igual modo, a Certificação do Sistema de Gestão Ambiental, segundo a norma NP EN ISO 14001, sendo a primeira empresa do Sector Ferroviário a obter tal reconhecimento.

Graças à capacidade revelada ao longo de duas décadas de existência, a FERGRUPO é hoje detentora de alvará de Empreiteiro Geral de Obras Ferroviárias para a classe 6ª, o que lhe confere a capacidade de acorrer, pelos seus próprios meios, a obras até ao montante de 5.312.000 Euros. A actividade de Fornecimento e Montagem de Catenária encontra-se consolidada na estrutura da empresa.

Após este curto, mas difícil, caminho percorrido pela FERGRUPO, pode-se afirmar que o tempo que medeia desde a sua fundação até aos nossos dias, são um reduzido período da História dos Caminhos de Ferro em Portugal, mas são, sem dúvida, uma prova inequívoca de vontade de permanência e de desenvolvimento de uma Empresa que, como a FERGRUPO, contribuiu para o desenvolvimento ferroviário do País, desde a sua fundação em 1989, e continua empenhada em contribuir e satisfazer as necessidades da Rede Ferroviária Nacional do século XXI.